Serra do Vulcão e MTB


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Serra do Vulcão e MTB, a set on Flickr.

Subida de bike na Serra do Vulcão.

Um pouco sobre a serra do vulcão

No final da década de 70, os geólogos André Calixto Vieira e Victor de Carvalho Klein descobriram o primeiro – e, há quem diga, o único – vulcão brasileiro. Localizado em Nova Iguaçu, mais precisamente na Serra de Madureira, no Maciço de Gericinó, ele está extinto há cerca de 40 milhões de anos. Segundo os pesquisadores, sua boca tinha um quilômetro e meio, sua altura era de 300 metros, e, em erupção, o vulcão lançava rochas incandescentes de até duas toneladas.

A Serra do Vulcão, como ficou popularmente conhecida a Serra de Madureira, tem trilhas diversas e atrai adeptos de trekking e esportes radicais. A 600m de altura há duas rampas para prática de parapente e asa delta, onde já foram disputados Campeonatos Estaduais de Vôo Livre (Super Race). Lá do alto, em dias de sol e céu claro, diz-se que é possível se ter uma panorâmica de Nova Iguaçu, avistar a Serra de Tinguá, a praia da Barra da Tijuca, parte do bairro carioca Campo Grande (o outro lado da serra fica em terras cariocas, e é conhecido como Serra do Mendanha) e até mesmo o Cristo Redentor, com a ajuda de binóculos. Infelizmente, subi lá num dia de neblina, participando de uma caminhada ecológica promovida pela ONG Grupo Aventureiros de Nova Iguaçu, e a visão ficou mais restrita – nada de praia ou Cristo. A exibição de parapente que estava prevista também não rolou.

Para se chegar ao vulcão, há diferentes trilhas, inclusive através do Parque Municipal de Nova Iguaçu. Na Serra, existem outros pontos turísticos, como a Pedra da Contenda (ao lado da cratera do vulcão), que é utilizada para a prática de rapel, e a Cachoeira Véu de Noiva. Para as rampas, é possível ir de carro (preferencialmente de tração) pelo acesso perto da Universidade Iguaçu (UNIG). Foi por esse caminho que subi – a pé.

Organizadora da caminhada ecológica, a ONG Aventureiros de Nova Iguaçu surgiu a partir de uma comunidade no Orkut, criada pelo estudante de Educação Física e amante de esportes de aventura Vítor Vianna. Seus cinco integrantes são alunos de Turismo e Educação Física, que têm como objetivo trabalhar o esporte de aventura associado aos pontos turísticos desse município da Baixada Fluminense. Essa galera tem obtido êxito: a caminhada ecológica teve a participação de mais de 100 pessoas, incluindo quatro Aventureiros e 20 jovens da equipe de apoio. A mascote do grupo era a Larissa, de 10 anos, mas havia representantes de todas as idades. Tinha gente até de outras cidades, como São João de Meriti e Rio de Janeiro (jovens de outra comunidade no Orkut, a Harmonia das Trilhas). O número de participantes seria muito maior, caso a meteorologia tivesse ajudado: eram 400 inscritos, mas a maioria não levou fé na realização do evento diante da manhã com garoa e tempo nublado. (Eu mesma quase sucumbi à tentação de dormir até mais tarde, afinal era domingo e a serra estava quase totalmente encoberta pela neblina).

A trilha pela UNIG não é das mais fáceis: nível moderado para difícil. E exige uma média de duas horas de caminhada, num bom ritmo (eu levei quase três!), para chegar ao topo. A estrada de terra, que tem sinais de erosão e, após um pouco de chuva, trechos escorregadios, atrai adeptos de motocross. A ambulância e o carro de apoio, cedidos pela prefeitura, ficaram pelo caminho – assim como um ou outro participante.

No início da subida, algumas casas habitadas. Lá pelo meio, uma pequena construção de pedra aparentemente abandonada. E, a nossa volta, Mata Atlântica – com muito ar puro. Não vi vestígios do vulcão. Na descida, Vitor disse que eu teria de percorrer outra trilha, por mais uma hora e meia, pela mata fechada, para chegar até lá. Não tinha mais pernas para tanto, mas em breve pretendo conhecer o Parque Municipal – e dar uma esticadinha para visitar esse iguaçuano tão ilustre.

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